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Empresa cria e exporta simuladores para treinamento em áreas portuárias

Simuladores estão distribuídos em vários portos do país e do mundo.
Incatep firmou parcerias para desenvolver diferentes tipos de simuladores.

Uma empresa de Santos, no litoral de São Paulo, se especializou em desenvolver e exportar simuladores de alta tecnologia utilizados na área portuária. Além da exportação das máquinas, a companhia capacita trabalhadores para atuação em vários portos do mundo, o que transformou o local em referência de treinamento e desenvolvimento no setor.

Aluno usa simulador como se estivesse em uma plataforma de petróleo (Foto: Mariane Rossi/G1)

Aluno usa simulador como se estivesse em uma plataforma de petróleo (Foto: Mariane Rossi/G1)

O Instituto de Capacitação Técnica Profissional (Incatep) faz o treinamento de profissionais na área portuária, retroportuária e aquaviária há 16 anos. As aulas práticas sempre ocorreram nos terminais do Porto de Santos. Em 2005, o diretor operacional João Gilberto Campos percebeu a necessidade de mudar esse cenário e firmou uma parceria com uma empresa indiana e a Universidade de Valência, na Espanha, para desenvolver simuladores específicos para o treinamento de trabalhadores portuários.

“Sem os simuladores tinhamos uma responsabilidade muito grande dentro do terminal. Até hoje é assim. O curso demorava mais de seis meses. Não conseguíamos fazer treinamentos todos os dias. Existia uma série de determinações. Era uma dificuldade muito grande para trabalhar nesse esquema”, explica.

Os simuladores desenvolvidos têm ferramentas que permitem que os professores avaliem as competências dos alunos. Eles medem a oscilação de velocidade, a mudança brusca de direção, o trajeto da carga, o tipo de avaria e emitem relatórios de desempenho do aluno. Foram criados simuladores de RTG, de porteiner, de empilhadeira de pequeno e grande porte. O simulador de guindaste de bordo, o simulador de ponte rolante de bordo e o simulador de guindaste offshore foram desenvolvidos de forma inédita na América Latina.

Os equipamentos proporcionam uma visão realista dos aparelhos que são utilizados nos terminais portuários. “A gente faz com que o operador saia daqui com 70% do que precisa para ser um operador. O resto ele vai aprender no terminal”, comenta Campos. O trabalhador pode escolher fazer os cursos individuais para cada função ou um pacote que abrange várias atividades, podendo atuar em diferentes áreas do terminal portuário.

Atualmente, há simuladores da empresa instalados nas unidades de Santos e outros 25 distribuídos pelos portos de Paranaguá (PR), São Francisco (SC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Recife (PE) e Manaus (AM). Alguns simuladores já foram vendidos para o Panamá, Equador e Colômbia. A própria empresa faz a capacitação dos trabalhadores portuários onde os equipamentos são instalados.

João Campos ainda pretende trazer novos simuladores (Foto: Mariane Rossi/G1)

João Campos ainda pretende trazer novos simuladores (Foto: Mariane Rossi/G1)

A empresa também desenvolveu uma unidade dentro de um trailer para atender clientes de outros países. Assim, os simuladores podem ser transportados para qualquer lugar para serem utilizados durante os cursos de capacitação. A empresa já levou esse serviço para clientes em Moçambique, Angola e África do Sul.

Apesar de já ter atingido o mercado internacional, a empresa de Santos espera crescer nos próximos anos. A estratégia é investir em novos simuladores de alta tecnologia. “A ideia é continuar desenvolvendo. Queremos trazer o simulador de drilling (utilizado em plataformas de petróleo) até o final do ano”, finaliza Campos.

Simuladores foram desenvolvidos por empresa de Santos e parceiros (Foto: Mariane Rossi/G1)

Simuladores foram desenvolvidos por empresa de Santos e parceiros (Foto: Mariane Rossi/G1)

fonte: g1.com



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